Tendo absorvido os pontos tratados nos dois últimos textos "Uno consigo... Parte I - Parte II" retomo aqui a questão da reativação que foi um dos motivos iniciais disso tudo.
Reativar um ato é necessário até que ponto?
Para responder essa questão é preciso pensar em que estágio de alteração de realidade você se encontra: Quantas vezes suas vontades se concretizaram? Quantas vezes os dias foram sincronicos com suas intenções e quantas vezes você conseguiu olhar para todo um processo de fato realizado?

Claro que em dado instante, mesmo que não tenhamos um perfil total de nossas características, que para muitos é algo sobre-humano, chega um momento em que algo se harmoniza. É o momento onde não mais nos empenhamos insistentemente ao encontro de nós. Simplesmente somos. Os novos possíveis detalhes chegarão ao seu tempo. Esse estágio de observação de si é interessante, mas deve se tornar algo suave. Não deve ter o tempo inteiro a insistência que fiz parecer ser necessária no parágrafo anterior. Isto deve ser pacífico. Claro que a guerra em algum momento existirá, mas ela tem de se findar do mesmo modo. É preciso descanso, lembra-se? Sendo assim, avaliar que tal ação precisa ser reativada é algo que simplesmente se apresentará para nós. Claro que coloco aqui as tantas circunstâncias de improviso em que nos encontramos. E algumas poucas situações planejadas onde simplesmente reconhecemos ser necessário o reforço.
Mas o que uma coisa tem a ver com a outra?
Como bem sabemos tudo é importante e neste caso específico você é a grande questão. Quando nos empenhamos em trabalhar com forças das quais nem ao menos vemos, a nossa mente, emoções e impulsos serão os grandes motivos de um sucesso ou de um fracasso. Saber lidar com essa questão é um passo importante para sair da imaginação e partir para a realização. Enquanto você for um grande desconhecido para você é bem provável que toda uma ritualização (etc), acabe sendo impregnada por confusões das mais variadas. Já ouviu falar em autossabotagem? É exatamente isso o que falo. Muitas vezes podemos simplesmente sentir que é necessário uma reativação de algo que nem ao menos funcionou da primeira vez, como isso poderá ajudar agora? Gastar energia a toa é um ato perigoso, não é pouca coisa. É preciso ter estratégia suficiente para gastar exatamente o que é necessário e guardar uma outra parcela para todo o resto. Entrar num rito e sair com dor de cabeça, fraqueza, enjoou, tristezas sem motivos, raiva sem razão, etc., não faz o menor sentido. A menos que o objetivo seja algo sórdido o suficiente e que tenha a ver com a emoção que surgir, tudo bem, você é quem manda, não estou aqui para dar lição de moral, ou tratar de "ética". Mas não sendo, por que vocês está debilitado? E isso é facilmente respondido: você não está ainda um passo à frente como deveria, para enfrentar essa estrada. Se é necessário um mundo inteiro de energia para fazer algo, antes de fazer, tenha dois mundos.
Por algum motivo há um impulso em querer se segurar à realidade palpável. É uma ação clara do nosso instinto de sobrevivência. Aquilo que não vemos, mas ocorre, em algum ponto nos amedronta, pois não conseguimos antecipar o caso e nos proteger de possíveis problemas. Isso é extremamente natural, ocorre o tempo inteiro. Quantas vezes sabemos que sonhamos, mas ao abrir os olhos esquecemos, provavelmente boa parte das imagens deste sonho não são simples e exigem mais maturidade emocional, dentre outras coisas, para virem com mais clareza.
Isso é só um exemplo de como nos sabotamos. Como por exemplo quando vamos nos desculpar com alguém mas simplesmente nada sai das nossas bocas, e quando saem não fazem lógica com as ações que tomamos.
Contudo, partindo para o princípio de que queremos ter certeza da necessidade de uma reativação, trago aqui poucos pontos que podem ajudar nesse caso:
Primeiro de tudo a velha e boa observação. Com o tempo e a prática advinda disso percebemos sem muito esforço quando algo deve ser ou não reativado. Isso ocorre por que vínculos se criam e por isso o ato mágicko em si é tão perigoso, principalmente para os odiadores de plantão. Antes de atingir alguém com algo, somos o vaso onde borbulham as emoções e os dissabores. Somos nós a primeira via de nossas intenções e seremos nós os primeiros a sofrer com o caso.
Segundo mecanismo pode muito bem ser um oráculo. Tenha sempre em mente que um tarot é uma ferramenta indispensável na vida de um operador. Podemos usá-lo para várias situações, desde construção de um rito, como um feitiço, uma visualização, projeções direcionadas, mensagens, contato com a egrégora "x", análise das harmonias e do tempo. E sendo assim para sabermos até que ponto é ou não necessário reativar. Nesse caso portanto vale a pena observar bem os sonhos, muito provavelmente estes já estarão alertando sobre algo.
Terceiro e não último ponto, mas pararemos por aqui, a vontade. A vontade pura e simplesmente de reforçar algo, por simplesmente saber que mais cedo ou mais tarde a força perderá sua inércia e sendo assim nos planejamos para reativar. Cabe nesse caso ter bom senso. Um rito feito um ano atrás provavelmente já foi apagado da realidade e portanto não necessita mais disso. Uma festividade, ao ser repetida um ano após é em si uma reativação, mas não olhamos para ela como tal por causa do tempo passado. Mas se pensarmos bem nada difere nesse caso.
Sendo assim a reativação tem em si uma importância tão grande quanto o próprio ato de iniciar algum processo, e falo isso por experiência. Fiz a certo tempo algo que durou algumas poucas horas. Durante um período de um mês a três meses fui percebendo os resultados. Em dado instante simplesmente percebi que algo enfraquecia e foi a partir disso que comecei a pensar sobre reativação. Acabei que não fiz coisa alguma. Observei meu intento murchar, senti-o se desfazendo aos poucos. Percebi algumas coisas voltando a ocorrerem, coisas das quais tinham sido a razão do ato. Quando por fim senti que aquilo que eu tinha feito em nada se apresentava mais. Tinha se findado. Mas dela retirei essas observações. E na próxima procurarei determinar métodos mais constantes. Do mesmo modo que consegui ter tais observações percebi algo singular nisso tudo que chamei de "A selvageria da Força" e que será o título do próximo texto daqui do blog. No mais Namastê, até breve.
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S.O.Q.C.